Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise

28/03

Março a Junho

No Rio de Janeiro
Período > 28/03 - 25/04
 30/05 e 27/06 

(sempre último sábado do mês)


Carga Horária: 4h/encontro
Metodologia ativa através da leitura e discussão de textos da pesquisa.
2 professores por encontro.

 

 Horário: 14h ás 18h

Investimento: 
inscrição R$ 50,00
+ 4 x de R$ 150,00


Local > Casa do Humaitá
Rua Alfredo Chaves, 48 - Botafogo

> Clínicas da Transformação

O grupo de estudos do LATESFIP-USP no Rio de Janeiro, foi dividido em três módulos que abarcam diferentes pesquisas do laboratório. O módulo I apresentou nossa pesquisa sobre Patologias do Social já publicada pela editora Autêntica (2018). O II módulo apresentou a pesquisa "O neoliberalismo e a gestão do sofrimento psíquico", desenvolvida no laboratório entre 2015-2018.

 

O III módulo do grupo de estudos que se inicia agora no Rio de Janeiro, visa apresentar nossa atual pesquisa sobre clínicas da transformação (2018-atual) que tem como objetivo mapear, dentro de algumas teorias sobre o sujeito e suas perspectivas sobre a cura e o cuidado, a noção de transformação que sustenta tais teorias. 

 

Este módulo visa investigar qual seria a noção de transformação subjacente a algumas teorias psicoterápicas e práticas de tratamento. Entendemos que toda a prática psicoterápica tem em seu cerne uma concepção de sujeito e, associado a ela, uma concepção de cura, também compreendida como cuidado  ou tratamento. Essas concepções de  sujeito, tal como investigadas em nossa última pesquisa sobre o neoliberalismo como gestor do sofrimento psíquico (LATESFIP 2015-2018), são conduzidas por uma certa racionalidade econômica denominada neoliberal. Dentro dessa racionalidade,  temos uma concepção de sujeito que traz alguns marcadores como performance, desempenho e liberdade e, esses marcadores encontram-se associados ao que se estabelece como horizonte para as  práticas de cura ou cuidado.

 

Muitas das práticas entendidas como 'de cuidado', portanto, irão recair sobre esses conceitos, em uma tentativa de melhoria constante de seus atributos, ressaltando categorias como eficiência, eficácia e efetividade como marcadores do que seria uma boa prática psicoterápica.  Quando tais práticas coadunam-se a esses ideais, diremos que elas tem pouca capacidade transformativa, já que tendem a adaptar o sujeito à racionalidade econômica em um mecanismo de cola já que não é capaz de subverter o sujeito em sua relação com o laço social. Entretanto, algumas teorias psicoterápicas, compreendidas como subversivas em relação a essa racionalidade econômica, teriam uma valência transformativa diferente? Ou seja, seria possível que as noções de cura, cuidado ou tratamento se valessem de uma concepção de transformação que não possibilitasse ao sujeito o bem estar apenas a partir de sua adaptação ao laço social? Para analisar tal questão, tentaremos apreender a noção de transformação subjacente à algumas delas: Antipsiquiatria, Desdobramentos do lacanismo, Esquizoanálise, Fanon e a questão colonial, Psiquiatria organicista e Relações de objeto e Práticas psicossociais. 

Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise - USP

O LATESFIP é um laboratório interdepartamental da USP, coordenado pelos professores Vladimir Safatle, Christian Dunker e Nelson da Silva Júnior. Há aproximadamente 15 anos desenvolve pesquisas que articulam psicanálise, filosofia e teoria crítica, tendo publicado recentemente a pesquisa anterior: Patologias do Social (Autêntica, 2018). 

www.latesfip.com.br

© 2020 por Assemblage Produtora 
ID visual por Ingrid Bittar/Renan Salotto - 2014

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